domingo, 3 de julho de 2011

Eu vou de preto-branco-encarnado








Por Victhor, do Blog Torcida Coral


Desde que caímos pra quarta divisão do brasileiro, a pisada tem sido a mesma. Acabou o pernambucano, eu tiro um pequeno recesso e só depois dos festejos juninos volto a pensar no Mais Querido.

Está chegando o dia 17. Já é hora de articular a ida para João Pessoa. De verificar se a bandeira está inteira, de começar a separar as camisas para ir aos jogos, essa dá sorte, aquela deu azar.

Enfim, resta menos de vinte dias para começarmos nossa luta para sair dessa famigerada Série D.

Mas eis que hoje pela manhã, abro minha caixa de e-mail e me deparo com a seguinte mensagem: “tu visse a nova camisa? A gente vai estrear com essa porra. Vê aí no anexo”.

Tomei um susto com o que vi. A princípio me lembrou o Grêmio, logo depois o Ypiranga, de Santa Cruz do Capibaribe, e por fim, um macacão de fórmula 1. Em momento algum, essa tal camisa azul(e branca) me levou ao nosso Santa Cruz.

Até consultei meu amigo Sebba, torcedor do Santa Cruz, designer profissional e músico nas horas vagas, para saber a opinião dele a respeito novo padrão Fita Azul. “As marcas estão muito próximas dos números e do emblema(escudo). Acho também que este emblema pode ser um pouco maior e ficar um pouco mais abaixo, pra ter o destaque merecido. Esse detalhe lateral branquinho não faz muito sentido. Eu também tirava essas mangas brancas. A camisa toda nesse azul fica mais elegante”, assim disse Sebba.

Me desculpem os mais modernos, os especialistas em marketing, os estilistas, os alfaiates e as costureiras, eu não compro uma camisa dessa nem de graça. Se alguém disser que é pra ajudar o clube, por favor me informe o valor dessa macaquice de cor azul e branca, mande a conta do Santa Cruz, que eu passo um cheque para colaborar.

Pior do que a feiúra dessa camisa alviazulina, é saber que faremos nossa estréia vestidos com estas cores estranhas ao nosso padrão. Iremos para João Pessoa atrás de ver o preto, branco e encarnado, mas teremos que nos contentar com o branco e azul.

Imagine que o sujeito, por um motivo qualquer, foi obrigado a passar meses fora de casa. Depois de um tempo, ele volta para o lar, cheio de saudades e amor. O cara tem o maior tesão por preto. Na hora da trepada ele se depara com a mulher vestida com uma calçola roxa. “Querido, olha o que comprei. É a última moda!”. O cara faz um an-rã e fode apenas pra matar a secura.

É mais ou menos assim que a maioria dos tricolores corais santacruzenses das bandas do Arruda se sentirão no jogo contra o Alecrim. Depois de tanto tempo longe do time, nossa torcida verá o time do coração entrar no gramado vestido com outra cor.

A verdade é que no Santa Cruz, de um tempo pra cá, a moda tem sido essa: inventar camisas estranhas e querer usá-las nos momentos mais inadequados. Vai ver que isso é estratégia de marqueteiro formado numa dessas faculdades que estão espalhadas pelas esquinas do Recife. Bem fácil, ser exigência do fabricante. Ou é doideira de algum diretor. Não, é provável que o desenho foi feito pelo filho de um importante colaborador.

Enfim…, no próximo dia 17, na capital paraibana, eu prefiro reencontrar o Santa Cruz vestido com suas cores tradicionais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário